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Carreira médica: as três forças que me tornaram cirurgião

11/02/2019

Quando se fala em carreira médica, é bastante comum, em especial entre os estudantes que estão escolhendo suas profissões, que venha a ideia de um conto de fadas. No entanto, a realidade é bem diferente e suar bastante a camisa para realizar o sonho de ser médico.

 

Neste post, compartilho a experiência da minha trajetória profissional até aqui e, para isso, selecionei três palavras que acredito terem sido fundamentais para eu me tornar médico cirurgião geral.

 

 

1 - Vontade

Muitos alunos e amigos me perguntam como tomei a decisão pela carreira médica. Gosto de contar uma história comum, digamos, mas a qual me faz acreditar que, na realidade, eu nasci para ser médico cirurgião.

 

Quando criança, saía com minha mãe para comprar sapatos e insistia em pedir sapatos brancos. Até que me perguntaram o porquê da escolha: “porque vou ser médico um dia.” Depois disso, fui morar perto de um pronto-atendimento bem movimentado, lugar que sempre queria estar, principalmente quando ouvia alguma sirene se aproximando.

 

Por isso, eu acredito que a decisão pela profissão vai muito além de uma escolha consciente ou súbita. Então, posso dizer que, acima de qualquer estímulo ou conjunto de fatores que me levaram a seguir a carreira médica, eu tive vontade.

 

E por que a vontade é fundamental? Bem, seja durante o processo de escolha ou mesmo na faculdade, ouvimos todos os tipos de opiniões, inclusive de professores. Há quem te estimule e há quem te fale algumas verdades menos interessantes de serem ouvidas.

 

Já no primeiro semestre de faculdade, descobrimos que a carreira médica vai ser desgastante, se você não nasceu para aquilo. Portanto, ter vontade de seguir fara toda a diferença e tornará o caminho mais leve.

 

2 - Dedicação

A trajetória profissional exige dedicação constante. Eu mesmo, nunca não parei de estudar. Mas, para se ter uma ideia, em se tratando de início de carreira, não passei no primeiro vestibular e demorei dois anos para passar na primeira residência.

 

Nada aconteceu por acaso ou num passe de mágica. Ser médico é estudar, estudar muito, trabalhar com afinco e ter consciência diária das suas motivações. Só assim é possível não desistir. A dedicação é mantida com motivação.

 

3 - Persistência

Se não der certo na primeira tentativa, vai dar na segunda, na terceira ou até na quarta. Isso vale para toda dificuldade que você encontrar até ter uma carreira médica estável.

 

Durante a faculdade e os primeiros anos de trabalho, eu tive a felicidade de conhecer grandes médicos e criar uma boa rede de contatos (é o conhecido networking, muito valioso também no meio médico!) Com isso, consegui empregos que me mantiveram em uma situação financeira razoável, o que facilitou minha trajetória de persistência rumo à concretização dos meus objetivos.

 

Mas aí, veio a residência. Esta fase requer um empenho bastante grande. É uma mudança radical. Você precisa sair da zona de conforto e voltar à vida de estudante, com rotina desgastante e quase que sem renda própria. Porém, vale a pena, se você nasceu para ser médico(a).

 

Portanto, o que quero deixar de recado é: não desista, se esse for o seu objetivo, o seu sonho. Todo esforço será recompensado ao ver uma vida sendo melhorada por meio da assistência que você proporcionará.

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